Nem o homem nem a mulher são suficientes para abrigar, sozinhos, a imagem divina (Génesis 1:27). Os dois, no entanto, representam a imagem de Deus - um deles, de uma forma especial, o iniciador; o outro, o correspondente. Deus fez Eva a partir do homem e trouxe-a para o homem. Quando Adão deu o nome a Eva, aceitou a responsabilidade de "desposá-la" - de ser seu provedor, protector e líder. A submissão é o ingrediente básico da feminilidade. Como noiva, a mulher no casamento abre mão da sua independência, do seu nome, do seu destino, da sua vontade e, por último, no quarto nupcial, do seu corpo para o noivo. Como mãe, ela abre mão, no real sentido, da própria vida em benefício da vida do filho. Como solteira, ela rende-se de forma ímpar para servir ao Senhor, à família e à comunidade.
A feminilidade é receptiva. Ela aceita o que Deus dá. Noutras palavras, as mulheres devem receber o que lhes é dado, seguindo o exemplo de Maria, e não insistir no que não lhes é dado, repetindo o engano de Eva. Isso não implica que a mulher deva submeter-se a perversidades, como coerções ou conquistas violentas. O espírito manso e tranquilo do qual fala Paulo é o ornamento da feminilidade (1Pedro 3:4), que encontrou o exemplo ideal em Maria, mãe de Jesus. Ela estava disposta a ser um vaso escondido. Esse tipo de maternidade está à disposição de toda a mulher que se humilha diante do Senhor, não para que desempenhe simplesmente um papel biológico, mas para que exerça uma atitude de abnegação e de submissão ao Senhor. O desafio da feminilidade bíblica é que nós sejamos mulheres realmente santas, que nada pedem a não ser o que Deus deseja nos dar, recebendo com ambas as mãos, e de todo o coração, seja o que for. A feminilidade é um tesouro precioso para ser guardado e acalentado a cada dia."


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