sábado, 7 de maio de 2011

Profissão Mãe


Uma mulher  foi renovar a sua carteira de motorista.
 Pediram-lhe para
informar qual era a sua profissão. 
  Ela hesitou, sem saber bem como se
classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho",
 insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou .
 "Sou mãe".
"Nós não consideramos "mãe" um trabalho.
Vou colocar"Dona de casa",  disse
o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história
até o dia em que me encontrei em
situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente
uma funcionária de carreira,
segura, eficiente, dona da situação,
 perguntou:Qual é a sua ocupação?
Não sei o que me fez dizer isto,
as palavras simplesmente saltaram-me da
boca para fora
"Sou Doutora em Desenvolvimento
Infantil e em Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa,
 a caneta de tinta permanente a apontar para o
ar e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente,
enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada,
como ela ia escrevendo, com tinta preta, no
questionário oficial.
Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse,
o que faz exatamente?
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz,
ouvi-me responder:
"Desenvolvo um programa a longo prazo
(qualquer mãe faz isso), em
laboratório e no campo experimental
(normalmente eu teria dito dentro e
fora de casa). Sou responsável por uma equipe
 (minha família), e já recebi
quatro projetos ( todas meninas). 
 Trabalho em regime de dedicação
exclusiva (alguma mulher discorda???),
 o grau de exigência é em nível de 14
horas por dia (para não dizer 24  horas).
Houve um crescente tom de respeito
 na voz da funcionária que acabou de
preencher o formulário, se levantou
e, pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título
da minha carteira erguido, fui
recebida pela minha equipe: uma com 13 anos,
 outra com 7 e outra com 3
anos. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo
 experimento (um bebê de seis
meses), testando uma nova tonalidade de voz.
 Senti-me triunfante!
Maternidade... que carreira gloriosa!
Assim, as avós deviam ser chamadas
 "Doutora-Sênior em Desenvolvimento
Infantil e em Relações Humanas".
As bisavós:
"Doutora- Executiva- Sênior".
E as tias:
 "Doutora - Assistente".
Uma homenagem carinhosa a todas
as mulheres, mães, esposas, amigas,
companheiras.

Doutoras na Arte de fazer a vida melhor !!!

Enviado por Roberta Bigucci

Tal Mãe... Tal Filha


Escrever sobre o dia a dia das mães foi para mim uma viagem interior. Em alguns momentos vi a filha que fui e em outros a mãe que sou hoje. Lembrei-me de que, quando era adolescente, dizia que jamais seria igual à minha mãe. Esta era a minha frase predileta e a de muitas adolescentes iguais a mim.
Tínhamos horror daquele jeito antigo que elas tinham de ser e continuávamos firmes em nossa convicção de que,quando nos tornássemos mães, seríamos totalmente diferentes das nossas.
O tempo passou e, de repente nos vimos às voltas com vestidos de noivas, com véus e grinaldas, tudo igual ao que nossas mães fizeram um dia.
De filhas passamos a ser mães e com a chegada do nosso primeiro filho,nossa primeira atitude foi  a de recorrermos àquela senhora "quadrada", "antiga", "chantagista"e graças a Deus nossa MÃE. E assim,fomos obrigadas a admitir que em muitas coisas elas estavam certas.
Dizem que ser mãe é doar-se sem esperar nada em troca, puro engano! Nós, mães esperamos sim um retorno por tudo que fizemos pelos nossos filhos. Esperamos que eles nos amem também, que nos retornem os beijos e abraços que nunca cansamos de dar-lhes:que retornem nosso investimento,sendo independentes e responsáveis.
Acham que estou pedindo muito? Não, na verdade isto é pouco tendo em vista as cobranças que caem  sobre nossas costas de mães. E, aproveito a oportunidade para alertar os filhos de que nós mães, não somos de FERRO, nem INESGOTÁVEIS. Também precisamos de atenção, de carinho, de amor,de colo, de um "bom dia"mais afetuoso, de um beijo inesperado. Também precisamos abastecer nosso reservatório afetivo.
Ter filhos é o ponto de reencontro com nossas mães,o recomeço, enfim a retomada do fio da meada que perdemos nos descaminhos de nossas vidas.
Ontem nossas mães se preocupavam conosco porque queríamos brincar nas ruas, hoje nos preocupamos com nossos filhos porque eles não desgrudam do vídeo game. Ontem nossas mães se preocupavam com nossa reputação de boas moças,hoje temos que aceitar que nossas filhas não namoram,"FICAM". Ontem nossas mães se preocupavam com os cigarros, hoje tememos o envolvimento dos nossos filhos com a maconha, cocaína e o crack.
Antigamente,baseadas num modelo rígido de educação,todas as mães seguiam a mesma cartilha. Atualmente,ficamos atônitas por tantas mudanças, lidamos com situações novas a cada dia,sem termos um modelo a seguir e nem experiência nas quais possamos nos apoiar.
Realmente, ser mãe nunca foi fácil, mas parece que a cada dia que se passa, esta tarefa se torna cada vez mais difícil. Ao ver minha filha adolescente dizer que jamais será igual a mim, aceito e deixo-a em sua ingenuidade acreditar nisso, pois só quando ela estiver com seu filho nos braços e o coração cheio de amor é que perceberá o quanto está enganada...
Eu   AGUARDO!!!


Silvia Rodrigues

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nossa Senhora

Cubra-me com seu manto de amor
Guarda-me na paz desse olhar
Cura-me as feridas e a dor
Me faz suportar

Que as pedras do meu caminho
Meus pés suportem pisar
Mesmo ferido de espinhos
Me ajude a passar

Se ficaram mágoas em mim
Mãe tira do meu coração
E aqueles que eu fiz sofrer
Peço perdão

Se eu curvar meu corpo na dor
Me alivia o peso da cruz
Interceda por mim minha Mãe
Junto a Jesus

Nossa Senhora, me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino

Nossa Senhora, me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino
Do meu caminho, cuida de mim

Sempre que o meu pranto rolar
Ponha sobre mim suas mãos
Aumenta minha fé e acalma
O meu coração

Grande é a procissão a pedir
A misericórdia o perdão
A cura do corpo e pra alma
A salvação

Pobres pecadores oh Mãe
Tão necessitados de vós
Santa Mãe de Deus tem piedade
De nós

De joelhos aos Vossos pés
Estendei a nós Vossas mãos
Rogai por todos nós Vossos filhos
Meu irmão

Nossa Senhora, me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino

Nossa Senhora, me dê a mão
Cuida do meu coração
Da minha vida, do meu destino
Do meu caminho, cuida de mim
Roberto Carlos



Nosso ser está dividido por uma linha invisível:
de um lado,
 nosso próprio Eu e, do outro, os demais.
 Esses outros - filhos, pais, marido,
amigos - merecem nosso amor.
 Mas às vezes, a atenção e o tempo
que lhes dedicamos transbordam de
seu leito e até perdemos a noção dos limites.
Nós, mulheres, fomos educadas para doar,
dividir, servir, ajudar, sustentar.
 E, sem dúvida, essa tarefa nos agrada.
Formar uma família e vê-la crescer
nos emociona e nos dá muito orgulho.
 Estamos ali, sempre, para todos:
amigos que sofrem, amados que precisam
de nossa compreensão, chefes exigentes,
 filhos que pedem.
Nesta entrega fervorosa, desmedida,
 generosa, guardemos algo para nós mesmas.
 Nossos próprios sonhos, opiniões e gostos.
 E, sobretudo, o direito a que, alguma vez
os outros cuidem de nós como nós cuidamos deles.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Murmúrios


Traze-me um pouco das
sombras serenas que as nuvens transportam
por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
  - vê que nem te peço alegria.
 Traze-me um pouco da
 alvura dos luares
 que a noite sustenta
 no teu coração!
 A alvura, apenas, dos ares:
  - vê que nem te peço ilusão.
 Traze-me um pouco da tua
 lembrança, aroma perdido,
 saudade da flor!
  -Vê que nem te digo -
  - esperança!
  - Vê que nem sequer
  sonho - amor!


Cecília Meireles 

A Loja de Deus




Entrei e vi um anjo no balcão.
Maravilhado disse-lhe:
-Santo anjo do Senhor, o que vendes?
Respondeu-me:
-Todos os dons de Deus.
Perguntei:
-Custa muito?
Respondeu-me:
-Não é tudo de graça.
Contemplei a loja e vi jarros com
compaixão,
vidros com fé, pacotes com
esperança,caixinhas com salvação, 
potes com sabedoria......
Tomei coragem e pedi:
-Por favor Santo anjo,
 quero muito amor,
todo o perdão, um vidro de fé,
bastante felicidade e
salvação eterna para mim
 e minha família
também.
Então o anjo do Senhor 
preparou-me um
pequeno embrulho, 
tão pequeno que cabia na
palma de minha mão.
Maravilhado mais  uma vez, disse-lhe:
- É possível tudo estar aqui?
O anjo respondeu-me sorrindo:
-Meu querido irmão, na loja de Deus não
vendemos frutos; apenas sementes.

Arroz recheado com mortadela


Ingredientes:

4 Xícaras (chá) de arroz cozido
2 ovos
1/4 Xícara de (chá) de leite
1/2 Xícara (chá) de farinha de trigo
2 Colheres (sopa) de cheiro-verde picado 
Sal a gosto

Para rechear:

4 Colheres (sopa) de margarina
1 Xícara (chá) de cebola em cubos pequenos
2 dentes de alho picados
1 Tomate em cubos pequenos
1/2 Xícaras (chá) de ervilhas
200g de Mortadela em cubos pequenos
Cheiro-verde

Para Untar:

2 colheres de (sopa) de margarina
6 fatias de queijo mussarela

Preparo:

Misture  arroz, os ovos, o leite, a farinha e o cheiro-verde.
Tempere com sal, misture, cubra com filme-plástico e reserve na  geladeira.
Em uma panela, refogue a cebola e o alho na margarina, junte o tomate, a  ervilha, a mortadela e cozinhe por 5 minutos.
Misture o cheiro-verde e reserve. 
Unte uma forma para pudim (26 cm de diâmetro) com margarina e forre o fundo e as laterais com a  mistura de arroz,  reservando uma parte para finalizar.
Coloque o queijo, o recheio de mortadela e finalize com o arroz reservado.
Leve ao forno em temperatura alta (250°) por 20 minutos.
Desforme e sirva em seguida.

Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 6 porções.